Prefeitura Municipal de Indaiatuba

Indaiatuba: esboço de uma história

Adriana Carvalho Koyama

Marcelo Alves Cerdan

Arquivo Público Municipal
Fundação Pró-Memória de Indaiatuba

Muitas histórias podem ser contadas sobre Indaiatuba, algumas mais vivas nas memórias, outras mais documentadas nos papéis dos arquivos, outras ainda imaginadas a partir de indícios mais ou menos eloqüentes. Faremos aqui um breve relato de nossa história urbana, econômica e política, sabendo que esse quadro será apenas esboçado e incompleto.

A província de São Paulo quase não tinha núcleos urbanos até o século XVIII, e em nossa região existiam apenas as Vilas de Itu e Jundiaí. Então, o governo português implementou uma vigorosa política de incentivo à produção de açúcar na província, na segunda metade do século XVIII. Essa iniciativa, deslanchada pelo governador Morgado de Mateus, visava estimular o povoamento do interior de São Paulo. Seu objetivo era incentivar o surgimento e crescimento de novas Vilas, criando núcleos de população para enfrentar um possível avanço dos espanhóis no sul do país.

Em seu início, o povoado de Indaiatuba foi um dos bairros rurais da Vila de Itu, no caminho que era passagem de tropas para o sul do Brasil, passando por Sorocaba, e do sul para as vilas mineradoras de Mato Grosso e Goiás, passando pelo mesmo caminho. No século XVIII os caminhos para o interior eram estreitos, sendo percorridos com o auxílio de mulas, burros e cavalos, que transportavam todo o comércio regional e de exportação. O arraial aparece como Indayatiba já nos registros do censo de 1768. Com uma pequena população que vivia, sobretudo, de suas roças de milho e feijão, esse arraial também é chamado de Cocaes, por causa dos seus campos de palmeiras Indaiá1.

Encontramos, nos séculos XVIII e XIX, referência aos bairros de Piraí, Itaici, Mato Dentro, Buru e Indaiatuba. Como aconteceu também com outros povoados próximos, a dinâmica econômica trazida pela produção de açúcar e aguardente mudou a vida dos pequenos bairros rurais que formaram Indaiatuba: em cem anos cresceu o número de engenhos de tal modo que, por volta de 1850, já não havia aqui um só córrego com queda suficiente para mover uma roda d'água que não tivesse já a sua "fábrica de fazer açúcar". Desse primeiro período de ocupação temos preservada a sede da Fazenda Engenho D’Água, patrimônio histórico de nossa cidade. Embora a referência mais antiga a esse engenho esteja no “Livro de Registros de Terras da Freguezia de Indaiatuba”, datado de 18 de setembro de 1855, acredita-se que ele foi erguido por volta de 1770, antes da existência do núcleo urbano que inclui a Igreja Matriz, a Casa Número 1 e o Casarão. Sua construção é de taipa-de-pilão, e suas paredes têm espessura de 0,64m a 0,75m. Construído com a frente para o Córrego Barnabé, o prédio serviu de sede para a fazenda, produtora de açúcar e, posteriormente, de café.

O Casarão do Pau Preto foi construído nas terras vizinhas às da fazenda e engenho de açúcar da família Bicudo, provavelmente entre 1810 e 1820, no final do período colonial brasileiro. Sua construção de arquitetura bandeirista é de taipa de pilão e, em algumas partes, taipa de mão. Em meados do século XIX ele fez parte de uma chácara urbana do pároco de Indaiatuba, Antonio Cassemiro da Costa Roriz.

Em torno dessas fazendas de açúcar foram se fixando, desde o final do século XVIII, pessoas que viviam do comércio e da fabricação artesanal de produtos para os habitantes próximos.

O núcleo urbano de Indaiatuba se fixou em torno do Largo da Igreja, como era costume. A história política de Indaiatuba inicia-se com a ereção de sua capela curada, através da doação de alguns imóveis feita à capela, por Pedro Gonçalves Meira, em 1813. Por esse gesto Pedro é considerado o fundador de nossa cidade.

Ter sua capela curada possibilitou ao pequeno bairro ser o centro civil local, uma vez que, a partir daí, puderam ser feitos nessa igreja os batismos, casamentos e sepultamentos, tanto da população próxima como dos habitantes dos bairros rurais vizinhos. Um fato curioso é de que a primeira padroeira dessa capela foi Nossa Senhora da Conceição. Após a morte de Pedro, seu irmão Joaquim passou a cuidar dessa capela e, devoto de Nossa Senhora da Candelária, transformou-a em sua padroeira. Essa capela, ampliada e reformada, é a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária. É uma das poucas igrejas construídas em taipa de pilão no interior de São Paulo ainda existentes, e um belo exemplo da arquitetura religiosa colonial paulista. Durante o século XX foram feitas reformas para melhorar o seu interior, trocando-se o forro, a pintura e a iluminação. Seu Largo recebe há mais de cento e cinqüenta anos a Festa da Padroeira e os romeiros que vão para Pirapora.

Na segunda metade do século XIX, o café substituiu aos poucos o açúcar como principal produto de nossa agricultura de exportação. Sabemos que Joaquim Emígdio de Campos Bicudo, cafeicultor dono da Fazenda Pau Preto, comprou a propriedade do espólio do padre Roriz, agrupando então a antiga fazenda Pau Preto a uma chácara vizinha que já possuía e à chácara onde estava o Casarão. Transferiu para lá a sede da fazenda e construiu uma nova área, feita conforme o padrão das indústrias inglesas do século XIX, de tijolo à vista. Lá instalou a primeira máquina de beneficiar café da cidade, movida a vapor.

Em nove de dezembro de 1830 Indaiatuba tornou-se, por decreto do Imperador, sede de uma das Freguesias da Vila de Itu, englobando também os bairros de Itaici, Piraí, Mato Dentro e Buru. Em 1835 havia na sede da Freguesia, Indaiatuba, 142 habitantes, em Mato Dentro eram 454, em Itaici 625 e, em Piraí, 805 habitantes. Sua elevação à condição de Vila ocorreu em 24 de março de 1859. Com esse novo estatuto Indaiatuba ganha autonomia política em relação a Itu, passando a ter sua própria Câmara de Vereadores. A Câmara é, desde o período colonial até o final do Império, responsável pelo poder político local no Brasil. A função de Prefeito só passou a existir a partir da República.

Na frente da Igreja, havia uma área aberta, o Largo da Matriz, centro da vida local, onde aconteciam os eventos civis e religiosos, como a Festa da Padroeira e a saída da romaria para Pirapora. Em torno da Matriz foram sendo construídas as residências urbanas dos fazendeiros da Freguesia, hoje quase todas demolidas, e em redor as casas de comerciantes, artesãos e trabalhadores livres. Desse momento temos preservada a casa número 1, na esquina da matriz, com seu muro de taipa original, que segue pelo beco da matriz até a esquina da Rua Pedro Gonçalves. As Irmandades de São José e de São Benedito cuidavam de seus membros e dos dois cemitérios, o de São Benedito e o de São José. Mais tarde, no final do século XIX, foi construído o cemitério da Candelária.

No largo da Matriz a vida urbana se desenrolava, ali eram feitas as festas religiosas, como a Festa da Padroeira e a saída da romaria para Pirapora, e todos os acontecimentos civis. Nos livros da Igreja da Candelária eram feitos os registros de batismo, casamento e morte de todos os habitantes de Indaiatuba. O seu sino badalava para avisar da missa e das mortes, dos casamentos e dos incêndios. Até as eleições e reuniões da Câmara emprestavam seu espaço para acontecer.

O Largo e a Igreja da Candelária, para além de seu caráter religioso, têm em sua arquitetura a marca histórica das formas de vida cotidiana e civil do século XIX, nossa mais antiga dimensão urbana. Nele vemos a Casa número 1, também do século XIX, o muro de taipa do beco da matriz e, a poucos metros de caminhada, nos deparamos com o Casarão do Pau Preto, antiga chácara urbana que já pertenceu ao pároco da Candelária e à família Bicudo. No Largo da Matriz funcionou também o primeiro grupo escolar da cidade, no início do século XX.

O projeto urbano da cidade inicia-se no século XIX, com um traçado quadriculado, feito "a cordel", conforme a tradição racionalista já implantada nas cidades portuguesas e em algumas Vilas brasileiras desde o século XVIII. Esse traçado mantém-se no centro histórico da cidade até hoje, sendo parte de nosso mais antigo patrimônio urbano.

No final do século XIX um acontecimento veio mudar a vida urbana de Indaiatuba: a estrada de ferro. O primeiro trecho da Estrada de Ferro Ituana foi feito entre Jundiaí e o nosso bairro rural de Pimenta, na fazenda do mesmo nome, inaugurado em 1872. Em 1873 iniciou-se o trecho Itaici-Piracicaba, passando por Indaiatuba.

A estação primitiva de Indaiatuba não foi erguida pela Ytuana. A Câmara Municipal de Indaiatuba fez uma arrecadação publica de fundos e construiu por conta própria a primeira Estação, doando-a para a Ytuana. Essa primeira estação, inaugurada em 1880, fica à esquerda da Estação principal, funcionando hoje como uma oficina-escola de liuteria. A “nova” Estação, onde hoje está o Museu Ferroviário, foi construída em 1911.

Todo o conjunto da Estação Indaiatuba manteve suas principais características or iginais, que têm sido conservadas como parte da memória de sua época.

Com a Estação de trem Indaiatuba viveu muitas mudanças. A ferrovia ligou a cidadezinha a São Paulo, possibilitou a ida e vinda cotidiana de pessoas e de mercadorias, o telégrafo, a chegada diária do correio.... Por ela chegaram os imigrantes, e por ela saíram as batatas, a madeira, todo comércio, enfim. Nela embarcaram nossos soldados na Revolução de 32.

Nos trilhos da estrada de ferro, Indaiatuba recebeu, a partir do final do século XIX, muitos imigrantes da Suíça, Alemanha, Itália, Espanha e, já no século XX, imigrantes do Japão. Esses homens e mulheres dedicaram-se principalmente à agricultura, mas também ao comércio, às oficinas e manufaturas.

Com o final do Império, todas as funções públicas da Igreja desapareceram, e a cidade passou a contar com dois centros: um religioso, no Largo da Matriz, e um civil, no Largo da Cadeia, atualmente chamado de Praça Prudente de Moraes. Nele ficavam a Câmara, a Cadeia e a Prefeitura, em um prédio que havia sido construído ainda no período imperial no centro da praça.

Tivemos um mesmo prefeito reeleito por todo o período da República Velha, o Major Alfredo de Camargo Fonseca. Nesse período foram criadas as torneiras públicas, o código de posturas municipal foi atualizado, foi inaugurada a rede de iluminação elétrica, substituindo os lampiões que a Câmara havia instalado em 1887.

O abastecimento de água também mudou no início do século XX. Havia, próximas ao povoado, duas “aguadas”, lugares de onde a população retirava água. Uma delas fica na nascente do córrego Belchior, perto da Estação de trem e da estrada para Itu. Em 1869 foi feita ali uma caixa d’água, coberta de tábuas, com paredes de pedras forradas de ladrilhos. Lá havia também um chafariz. Em 1915 foi feita uma nova caixa d’água vizinha ao Largo da Cadeia. Essa água vinha por bombeamento da aguada da Estação, e não era potável.

Dessa caixa a água era distribuída para oito torneiras públicas no centro, de modo que a população pudesse cuidar de seus afazeres cotidianos sem o esforço de ir ao rio. Muitos meninos da cidade trabalhavam pegando água em latas e vendendo-a nas casas. O projeto de captação de água realizado em 1915 foi a primeira obra de engenharia sanitária da cidade. Também previa a construção de uma lavanderia pública.

A população usava a água da outra aguada, do chafariz que ainda existe _embora muito modificado_ para beber, e a água das torneiras para cozinhar, tomar banho, etc. Algumas casas também tinham poços artesanais, para retirar sua própria água. Nessa época o chafariz era muito freqüentado, seja para pegar água, seja para lavar as roupas. A água das torneiras públicas e do chafariz era levada em latas para as casas, e um serviço de entregas foi criado pelos meninos, que levavam as latas em carrinhos de mão até as casas, ganhando um dinheirinho. Ainda existe um desses carrinhos no museu do Casarão.

Nesse período foram criados os primeiros jornais locais e nossos primeiros cinemas. Os jornais eram ligados aos grupos políticos locais, da situação ou da oposição. O grupo de oposição ao Major ascende ao poder durante o governo Vargas, quando os prefeitos passaram a ser nomeados pelo governador do Estado, sob intervenção federal. Com sua economia dividida entre as culturas de café, algodão, milho e batata, com algumas manufaturas e oficinas artesanais, a vida urbana concentrava-se nas lojas, armazéns, cinemas e na vida religiosa. A cidade cresceu pouco na primeira metade do século XX, voltada para a economia agrária.

O Hospital Augusto de Oliveira Camargo foi construído por iniciativa do casal Augusto de Oliveira Camargo e Leonor de Paula Leite Barros Camargo, e inaugurado em 1933.

A fachada do hospital “olha” para a Matriz e vice-versa, e junto com seu grande parque compõe uma bela paisagem urbana. Quando foi feito, o hospital era muito superior, em tamanho, equipamentos e logística a todos os demais equipamentos urbanos da pequena cidade. Sua área era de 4.500 metros quadrados e possuía o triplo de iluminação de toda Indaiatuba, que na época tinha 3 mil habitantes. O suporte financeiro do casal Camargo foi fundamental também para que a cidade ganhasse seu primeiro serviço de saneamento e para a construção do prédio novo do Grupo Escolar.

Em 1937, no momento em que se iniciava o Estado Novo de Getúlio Vargas, o Grupo Escolar, que funcionava em um casarão no Largo da Candelária, ganhou uma sede especialmente construída para ele. A partir daí a praça Dom Pedro II, arborizada, bem cuidada, com seu Grupo Escolar, tornou-se o centro da vida estudantil da cidade, mas só tinha salas de primeira à quarta série. A maioria dos alunos acabava o Grupo e ia para o trabalho na lavoura ou na indústria. O Randolfo foi a primeira a escola central da cidade, onde os melhores professores queriam lecionar, e todos os alunos almejavam estudar, com sua localização privilegiada, sua praça e tradição. Atualmente seu prédio abriga a Secretaria de Cultura, e é parte fundamental da memória e do patrimônio histórico edificado de Indaiatuba.

Em 1950 havia 11.253 habitantes no município, que contava então com muitas oficinas: selarias, carpintarias, cantaria, serralherias, ferreiros, sapateiros, alfaiates, máquinas de beneficiar café, arroz e milho, serrarias. Havia fábricas de processamento de algodão, de móveis e de cabos de guarda-chuva, de vassouras, uma fabrica de instrumentos musicais, uma fábrica de cachimbos, uma tecelagem, olarias e pedreiras. O comércio tinha padarias, bares, armazéns, produtos agrícolas, sorveterias, hotéis, fotógrafo, bicicletarias, barbeiros, posto de gasolina, cabeleireiras, táxis, barbeiros, etc.

Em 1964 Indaiatuba já tinha 22.928 habitantes, ou seja, havia dobrado em dez anos. A partir da década de 1960 o crescimento acelerou-se ainda mais, baseado principalmente na expansão da indústria e de serviços. Nos anos 60 e 70 do século XX o a cidade viveu um surto modernizador, acompanhado por um “bota-abaixo” que acabou por privar as gerações futuras de belas construções de arquitetura tradicional paulista, inclusive a nossa primeira Câmara e Cadeia. Foram-se também os ameaçada por uma reforma que acabou sendo cuidadosa.

A vontade de se afastar do passado e voltar-se para o futuro era parte da euforia do “progresso”, sentimento embalado pelo crescimento econômico daquele momento, com a expansão industrial ligada à chegada de empresas internacionais e com o modelo da recém inaugurada capital federal, de arquitetura e proposta modernista. O antigo Largo da Cadeia ganhou nova urbanização e uma fonte luminosa colorida onde havia sido até então primeira Câmara e Prefeitura, demolida em 1962. Uma nova prefeitura foi construída na esquina dessa mesma praça, inspirada na arquitetura de Brasília.

Nos anos 60 e 70 também foi implantado o primeiro plano diretor de Indaiatuba, assinado por Jorge Wilheim em 1968. Esse desenho guiou a expansão urbana até a década de 80, quando, com seu crescimento acelerado por grandes ondas de migração, o projeto encontrou seu limite. A zona sul da cidade começou a ser ocupada sem planejamento, criando problemas urbanos e de circulação.

No final dos anos 80 o arquiteto e urbanista Ruy Ohtake apresentou à cidade um projeto ousado, que propunha o traçado do Parque Ecológico como principal vetor urbanístico para o crescimento futuro da cidade. Este projeto, que iria nortear a expansão urbana de Indaiatuba até os dias atuais, ligou a cidade antiga, hoje na zona norte, à recém criada zona sul da cidade, conhecida como Morada do Sol, criando uma bela paisagem urbana e ampliando sobremaneira a qualidade de vida de toda a comunidade.

Em 1991 o censo registrou 92.700 habitantes em Indaiatuba, número que em 2000 saltou para 146.829, e continua crescendo. O plano de Ruy Ohtake previa uma cidade com qualidade de vida urbana para até 250 mil pessoas, limite que se aproxima de nossa realidade urbana já no final da primeira década do século 21. A cidade vem ocupando primeiros lugares constantes nos índices de crescimento econômico com qualidade nos últimos anos, e está ligada por rodovias modernas a toda a região, e pelo aeroporto de Viracopos aos centros econômicos mundiais. Essa posição traz um crescimento urbano e populacional acelerado, com todos os riscos e benefícios que o acompanham.


1 O início da ocupação de Indaiatuba, como ocorre em muitas outras cidades, é povoado de mistérios e suposições. Uma história bastante difundida é a da existência de um povoado perto da foz do córrego Barnabé, chamado Votura, que teria sido abandonado após uma epidemia de varíola, em meados do século XVIII. Outra história bastante divulgada diz respeito a uma capela em devoção a Nossa Senhora da Candelária, que teria sido criada e cuidada por José da Costa, também no século XVIII.

Infelizmente é preciso dizer que essas duas histórias não têm nenhum registro nos documentos do século XVIII sobre nosso povoado, assim, não podemos considerá-las de fato como parte de nossa história. Relatamos então, neste texto, apenas os fatos que se encontram de acordo com os documentos abrigados pelos diversos arquivos de São Paulo. Encontramos, nos séculos XVIII e XIX, referência aos bairros de Piraí, Itaici, Mato Dentro, Buru e Indaiatuba.

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