Notícias

Prefeito faz abertura do Simpósio Estadual de Doenças Transmitidas por Carrapatos

  • Publicação: 22/11/2017 09:45h
  • Redator(es): Darlene Ribeiro
  • Release N.º: 1036

Foto

Foto: Giuliano Miranda RIC/PMI

Nesta terça-feira (21) o Prefeito Nilson Gaspar (PMDB) participou da abertura do V Simpósio Estadual de Doenças Transmitidas por Carrapatos, que está sendo realizado no auditório da Prefeitura Municipal e terá dois dias de duração. O evento é realizado pela Sucen (Superintendência de Controle de Endemias), do Governo do Estado de São Paulo, com o apoio da Prefeitura de Indaiatuba, e conta com a participação, não apenas de profissionais de saúde de várias regiões do estado, mas também de representantes dos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais.

O simpósio está sendo ministrado por pesquisadores e profissionais de renomadas instituições, como, CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica) do Estado de São Paulo; Instituto Adolfo Lutz, Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

O gestor municipal agradeceu a oportunidade de, mais uma vez, sediar um encontro tão importante. “Há dois anos sediamos o quarto simpósio e um evento nacional sobre o mesmo tema. Ficamos gratos pela confiança e presença de todos”. Gaspar também comentou outras ações do município na área da saúde. “Enquanto outros municípios estão fechando unidades de saúde por conta da crise, aqui nós estamos com as contas equilibradas e progredindo nas ações de melhorias, com a ampliação do Haoc, que terá 174 leitos, a construção de mais uma Unidade Básica de Saúde (UBS), entrega de próteses, além de diversas outras ações, que foram possíveis em razão de um planejamento e gestão eficaz”, destacou.

O secretário municipal de saúde, Dr. José Roberto Stefani, lembrou que, embora em Indaiatuba a questão da febre maculosa esteja sob controle (o município não teve nenhum caso autóctone da doença em 2016 e 2017 até o momento), este é um tema que sempre gera preocupação em virtude da gravidade da doença. A cidade registrou o óbito de um rapaz de 33 anos por conta da doença em 2016. Tratava-se de um caso importado. As outras 12 notificações registradas ano passado foram descartadas. Este ano, das 16 suspeitas notificadas da doença, 13 foram descartadas e outras três aguardam os resultados dos exames.

Segundo o superintendente da Sucen, Dalton Pereira da Fonseca Júnior, no estado de São Paulo o as ações estão direcionadas para o diagnóstico precoce da doença nos humanos e no monitoramento e controle dos carrapatos e das áreas suscetíveis. “É importante que os municípios monitorem as áreas onde há capivaras, principais hospedeiros do carrapato gênero Amblyomma (carrapato estrela) e comuniquem a população quando houver a possibilidade de transmissão da doença”, afirmou.

O deputado Rogério Nogueira (DEM) tem atuado junto ao Governo do Estado para trazer para a região encontros, formações e ações importantes como essa para a população, como por exemplo, a homologação de mais uma universidade para Indaiatuba, a Unifae - Centro Universitário das Faculdades Associadas de Ensino – que irá oferecer, inclusive, o curso de medicina; e a Carreta Mamamóvel, que integra o Programa Mulheres de Peito, do Governo do Estado de São Paulo. A carreta estará no município de 28 de novembro a 14 de dezembro.

DOENÇAS

A febre maculosa brasileira é uma doença transmitida pelo carrapato da espécie Amblyomma cajennense (estrela ou micuim) infectado. A transmissão ocorre quando o carrapato fica por mais de quatro horas fixado na pele da pessoa. O primeiros sintomas aparecem cerca de sete dias após a picada e são semelhantes aos de outras infecções: febre alta, dores pelo corpo, dor de cabeça e desânimo. Depois aparecem as máculas (manchas avermelhadas).

Segundo o pesquisador científico da Sucen, Adriano Pinter, embora no Brasil haja somente a notificação da febre maculosa brasileira, em outros países existe a notificação de outras doenças transmitidas por carrapatos, como a doença de Lyme. “A ideia é estender o debate para ficarmos atentos a ocorrências de outras doenças que ainda não são reportadas no Brasil”, explicou.


Notícias relacionadas