Indaiatuba realizará dia 28 de novembro, sábado, das 10h às 16h, na sede do Sesi (Serviço Social da Indústria), à Avenida Francisco de Paula Leite, Parque das Nações, 2701, a segunda campanha municipal para cadastramento de doadores voluntários de medula óssea. O evento é uma realização da Ameo (Associação de Medula Óssea), ONG Gabriel e tem apoio do Sesi, da Prefeitura Municipal de Indaiatuba e da Câmara Municipal. Para ser doador basta o interessado preencher os seguintes requisitos: ter entre 18 e 54 anos, bom estado de saúde e doar quatro ml de amostra de sangue para exame de compatibilidade, munido de documentos como RG e CPF e com telefones para contato. O cadastro é sigiloso. A campanha espera cadastrar 3.000 pessoas.
A presidente da Gabriel, Maria Inês de Toledo Carvalho explicou que atualmente o Brasil ocupa o terceiro lugar, com 1 milhão e 300 mil pessoas cadastradas no Redome; o segundo é a Alemanha e o primeiro são os Estados Unidos. “Esta é a segunda vez que no país se realiza uma campanha onde a mobilização acontecerá somente através da conscientização da população. Normalmente as campanhas são vinculadas a um paciente e há o apelo emocional e envolvimento das famílias e da comunidade”.
O cadastro realizado em 2008 em Indaiatuba, já registrou o primeiro caso de compatibilidade: uma funcionária da rede municipal de Saúde, realizou exames e aguarda ser chamada para fazer a doação de medula óssea na Unicamp.
Maria Inez explicou que o Brasil faz parte do Banco Internacional e o convênio permite exportar e importar medula óssea. “Essa atitude poderá garantir a chance de vida de pacientes portadores de doenças que comprometem o funcionamento da medula óssea, como doenças hematológicas, onco-hematológicas, imunodeficiências, doenças genéticas hereditárias, alguns tumores sólidos e doenças auto-imunes”.
Existe hoje no Brasil cerca de 760.000 cadastros ativos junto ao Redome, pouco para atender a demanda de pacientes em espera. A chance de se encontrar um doador dentro da família é muito reduzida, apenas 25% de probabilidade entre irmãos. Por isso 70% dependem de doadores não-aparentados, onde essa chance passa a ser de até uma em um milhão.
O transplante de medula óssea é indicado em doenças como: Onco-hematológicas: Leucemias agudas e crônicas, Linfomas de Hodgkin e não Hodgkin, Mieloma Múltiplo e Síndrome Mielodisplásica (SMD). Doenças Hematológicas: Aplasia Medular ou Anemia Aplástica Severa, Anemia de Fanconi, Hemoglobinapatias (Anemia Falciforme e Talassemia) e Hemoglobinúria Paroxística Noturna. Imunodeficiências: Congênitas ou primárias e secundárias
Quem não se cadastrar durante a campanha em Indaiatuba, basta se dirigir-se ao Hemocentro da UNICAMP, Rua Carlos Chagas, 480 em Campinas.
Informações sobre horários ligue: (19)3521-8701.
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