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Município aguarda resultados de exames sobre suspeitas de leishmaniose

Foto Ilustrativa

Darlene Ribeiro/ACS-PMI

A Prefeitura de Indaiatuba por meio da Secretaria de Saúde continua aguardando resultados de exames laboratoriais para a identificação de leishmaniose visceral. Em março o Departamento de Vigilância Epidemiológica recebeu os primeiros resultados positivos para leishmaniose visceral canina, configurando o início de diagnóstico da doença em seis cães de proprietários residentes nos bairros Videira e Vale das Laranjeiras, na região de Itaici.

Seguindo orientações especificadas no "Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral Americana do Estado de São Paulo", que define critérios rigorosos para o diagnóstico da doença e determina procedimentos específicos para o combate, no mês seguinte foi realizado o “inquérito entomológico” (colocação de armadilhas em lugares estratégicos com o objetivo de capturar amostras de flebotomínios, mosquito transmissor da doença). Os insetos capturados foram encaminhados para análise na Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) de Mogi Guaçú.

No início de abril técnicos do Departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Indaiatuba juntamente com técnicos da Sucen de Campinas, de Mogi Guaçu e agentes do Instituto Adolfo Lutz realizaram “inquérito canino” em 140 cães dos bairros citados. Foram colhidas amostras de sangue destes animais para análise. Dezoito apresentaram resultado positivo.

Já em maio técnicos do Instituto Adolfo Lutz estiveram na cidade fazendo o exame “aspirado de linfonodo” nesses mesmos 18 cães, porém o novo exame foi feito em apenas oito (quatro residências estavam fechadas, dois proprietários não autorizaram a realização do exame em seus cães, três animais não tinham linfonodos pelo corpo e um havia fugido). O Departamento de Vigilância Epidemiológica do Município aguarda também o resultado da “pesquisa de isoensima”, exame específico realizado pelo laboratório Bio-Manguinhos, Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos ligado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que verifica a presença da leishmaniose chagasi.

A Secretaria solicita mais uma vez cautela na divulgação das informações, uma vez que os procedimentos para o diagnóstico final da doença são extensos e até o momento não estão concluídos, portanto os casos identificados atualmente em Indaiatuba são considerados suspeitos. A prudência é orientada pela Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) do Governo do Estado de São Paulo. O objetivo é evitar o sacrifício indiscriminado dos animais. Diante de casos suspeitos, a população pode solicitar apoio e obter orientações profissionais pelos telefones 3834-9207 ou 3834-9297.

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