Notícias

Saae faz manutenção de poço de visita no Jardim do Sol

  • Publicação: 13/09/2017 15:58h
  • Redator(es): Marco Matos - DCS Saae
  • Release N.º: 802

Foto

Foto: DCS Saae

O Serviço Autônomo de Água e Esgotos (Saae) fez a manutenção na terça-feira (12) do poço de visita (PV) da rede de esgoto localizada na rua Vitório Ciciliato - Jardim do Sol. A obra se fez necessária devido ao rompimento da rede causado pelo acumulo do lixo que é jogado pela população nos vasos sanitários, ralos e pias.

O descarte de lixo na rede de esgoto faz com que aconteçam cerca de 3.036 obstruções por ano na tubulação do sistema de coleta de Indaiatuba. O que muita gente nem desconfia é que um simples fio de cabelo que desce pelo ralo pode contribuir para o entupimento de um cano. Esse efluente que vaza polui o lençol freático e os corpos hídricos.

A água que vem dos imóveis, segue para a rede coletora das ruas que o fluxo para a Estação de Tratamento de Esgotos Mario Araldo Candello, no Distrito Industrial, que faz o trabalho de remover os resíduos sólidos.

A princípio, essa água não deveria ter resíduos sólidos, mas não é isso o que ocorre. Por dia, a ETE recolhe cerca de 840 quilos de lixo, ao ano são mais de 300 toneladas.

O óleo é um dos grandes vilões do sistema, pois se junta a outros materiais sólidos e forma uma crosta na rede coletora. Restos de fio dental e cabelos, por exemplo, juntam-se ao óleo de cozinha e formam uma massa dura, similar a uma pedra, que bloqueia a passagem do esgoto.

A “estopa” formada nos filtros das máquinas de lavar também são um grande problema. Quando esse filtro é limpo, o resíduo de tecido que deveria ser jogado no lixo, é jogado nos ralos, e colabora muito para que sejam formadas massas de sujeira na rede.

Objetos grandes, como móveis, pneu, pedaços de madeira, pedras e garrafas plásticas, acabam entrando na rede pelos PVs (poços de visita). Muitas pessoas acabam abrindo esses PVs para jogar lixos de maior volume.

Outro problema é a interligação dos ralos dos quintais na rede coletora de esgoto, quando na verdade deveria estar ligada na rede de águas pluviais. Quando chove, essa água, que deveria seguir pelo sistema de drenagem, entra pela tubulação de esgoto elevando o volume de água na tubulação causando vazamentos e transbordamentos.

A conscientização das pessoas é o único caminho para acabar com esses problemas. Não se deve jogar nada nos vasos sanitários, ralos e pias. “É importante que a população tenha ciência de seus deveres também, pois o Saae presta um serviço com excelência e somente juntos podemos cuidar do bem-estar de todos”, afirma o superintendente do Saae, Sandro Coral.


Notícias relacionadas