Paciente de 71 anos recebeu atendimento de emergência na UPA e passou por angioplastia no Haoc
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Paciente de 71 anos foi atendido na UPA, recebeu trombolítico e passou por angioplastia pelo SUS
#PraTodosVerem: Fotografia mostra um paciente deitado em um leito da UPA 24h de Indaiatuba, sendo monitorado por equipamentos hospitalares. Ao redor do leito estão sete profissionais, posando para a foto, em um ambiente de atendimento médico.
Uma dor no peito pode mudar tudo em poucos minutos. Foi o que aconteceu
na noite de segunda-feira (7), quando um homem de 71 anos chegou à Unidade de
Pronto Atendimento (UPA) de Indaiatuba, às 21h54, com laudo indicando infarto.
O atendimento rápido, aliado à preparação da equipe e à estrutura que vem sendo
implantada no município, permitiu que, pela primeira vez, a UPA realizasse o
tratamento de um infarto com medicamento trombolítico. No dia seguinte, o
paciente passou pela primeira angioplastia realizada em Indaiatuba pelo SUS.
O caso é o primeiro atendimento realizado integralmente pelo programa
Indaiatuba do Coração, iniciativa municipal criada para ampliar e fortalecer o
atendimento em alta complexidade cardiovascular na rede pública. O paciente
segue internado no Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc), estável após as
intervenções.
Para o prefeito de Indaiatuba, Dr. Custódio Tavares, o primeiro
atendimento completo pelo programa representa um avanço que tem como principal
resultado a possibilidade de cuidar melhor e mais rápido de quem precisa. “O
objetivo de cada investimento, de cada equipamento adquirido, o treinamento e
todo o esforço para a habilitação é sempre o de salvar vidas. Para nós, o que
importa é que conseguimos transformar toda essa preparação em atendimento
concreto, no momento em que um paciente precisava. É esse o sentido de
fortalecer o SUS, é trazer para Indaiatuba um atendimento cada vez mais
completo para cuidar das pessoas”, declarou.
Em poucos minutos, o atendimento na UPA fez a diferença. Assim que chegou, o paciente foi submetido ao eletrocardiograma digital, que teve o laudo emitido em apenas três minutos e confirmou o infarto agudo do miocárdio. Com a equipe médica preparada para situações de emergência cardíaca, foi imediatamente planejada a estratégia fármaco-invasiva, que utiliza o medicamento trombolítico para ajudar a dissolver o coágulo que bloqueia a artéria, seguida de cateterismo e angioplastia. Foi a primeira vez que o trombolítico foi utilizado para o tratamento de um infarto na UPA de Indaiatuba. Após receber os primeiros cuidados e ser estabilizado, o paciente foi transferido para o Haoc, onde realizou o cateterismo e, na terça-feira (8), passou pela primeira angioplastia realizada em Indaiatuba pelo SUS, dando sequência a um atendimento que começou na UPA e avançou, de forma integrada, até o tratamento especializado.
O secretário de Saúde, médico cardiologista Dr. Flávio Brito, explica que, em um infarto, cada minuto é importante porque o coração está sofrendo com a interrupção do fluxo de sangue. “Esse é um atendimento que precisa acontecer de forma organizada, porque uma etapa depende da outra. O trombolítico é utilizado para tentar restabelecer o fluxo sanguíneo e, depois, o paciente precisa ser encaminhado para avaliação por cateterismo e, quando indicada, a angioplastia. Conseguimos fazer essa sequência dentro da Linha de Cuidado Cardiológico, pelo SUS e em Indaiatuba”, ressaltou o secretário.
A possibilidade de oferecer esse atendimento no próprio município é
resultado de uma série de medidas adotadas para estruturar o programa
Indaiatuba do Coração. Em março, a UPA recebeu novos equipamentos destinados às
salas Vermelha e Amarela, setores estratégicos para o atendimento de pacientes
em situações mais graves. Os aparelhos ampliaram a capacidade de atuação das
equipes e possibilitaram intervenções mais rápidas, seguras e adequadas às
necessidades dos pacientes.
Além da aquisição dos equipamentos, os profissionais da UPA passaram por
treinamentos para que a nova estrutura pudesse ser utilizada de maneira correta
e eficiente. “Não basta ter o equipamento. É preciso que o profissional saiba
utilizá-lo e esteja preparado para tomar uma decisão em uma situação em que
cada minuto faz diferença. Por isso, trabalhamos ao mesmo tempo na estrutura e
na capacitação das equipes”, destacou Brito.
Também em março, o secretário de Saúde esteve em Brasília, a convite do
Ministério da Saúde, para representar Indaiatuba na Oficina de Infarto Agudo do
Miocárdio (IAM). O encontro discutiu a nova pactuação nacional para o
diagnóstico e tratamento do infarto e estratégias para fortalecer e qualificar
o atendimento aos pacientes do SUS.
Outro passo importante para a implantação do programa Indaiatuba do
Coração foi a habilitação de Indaiatuba pelo Ministério da Saúde como Unidade
de Assistência em Alta Complexidade Cardiovascular nos serviços de Cirurgia
Cardiovascular e Cardiologia Intervencionista. A habilitação foi oficializada
pela Portaria GM/MS nº 11.891, publicada em 2 de julho de 2026.
Com a habilitação, o município conta com recurso anual de R$
4.029.564,61, incorporado ao teto de Média e Alta Complexidade (MAC). Ainda em
2026, o repasse previsto é de R$ 2.014.782,31, com parcelas mensais de R$
335.797,05 destinadas ao custeio dos serviços especializados.
A atuação de Indaiatuba também está alinhada às novas diretrizes nacionais para o atendimento às emergências cardiovasculares. O Projeto de Lei nº 5.972/2023, sancionado pelo presidente da República em 2 de setembro, estabelece a ampliação da oferta de medicamentos trombolíticos na rede de urgência e emergência do SUS, incluindo as Unidades de Pronto Atendimento, para o tratamento de casos de infarto e acidente vascular cerebral (AVC). A medida fortalece o conceito de “cidade cardio-neuro protegida”, ampliando a capacidade de resposta dos serviços de saúde e aumentando as chances de sobrevida e recuperação dos pacientes.
O caso do paciente de 71 anos representa mais do que a
realização de um procedimento inédito pelo SUS no município. O primeiro
atendimento de infarto com uso de trombolítico na UPA demonstra, na prática, a
importância de preparar a rede para que o tratamento comece o mais rápido
possível, no local onde o paciente busca ajuda. É o primeiro resultado concreto
de uma estrutura que vem sendo construída para que o atendimento ao infarto
aconteça de forma integrada, desde a chegada à UPA, com diagnóstico e
estabilização, até o tratamento especializado, ampliando as chances de
sobrevida e recuperação dos pacientes.
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