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CMS aprova faculdade de medicina em Indaiatuba em reunião extraordinária

  • Publicação: 02/04/2014 10:53h
  • Redator(es): Deuzeni Ceppolini
  • Release N.º: 410

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Foto: Deuzeni Ceppolini - SCS/PMI

O Conselho Municipal de Saúde de Indaiatuba órgão vinculado à Secretaria de Saúde realizou dia 31 de março, reunião extraordinária na Câmara Municipal, para discutir a implantação do curso de graduação de Medicina em Indaiatuba e a devolutiva da Conferência Macroregional de Saúde do Trabalhador e Trabalhadora realizada em Campinas. Indaiatuba está entre os 49 municípios pré-selecionados para a implantação do curso de graduação de medicina.

Após os esclarecimentos e dados técnicos apresentados pela médica da Unidade de Avaliação e Controle (UAC) da Secretaria de Saúde, Maria Lúcia Feitosa de Lima, foi aprovado a implantação do curso de Medicina em Indaiatuba.

Em abril, Indaiatuba e os demais municípios receberão visita do MEC para a avaliação. A comissão de especialista verificará a estrutura de equipamentos públicos e programas de saúde existentes no município. O curso de Medicina, caso seja aprovado pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) e Ministério da Saúde, será realizado em instituição de ensino privada.

A reunião contou com a presença do secretário municipal de saúde, José Roberto Stefani e foi conduzida pelo presidente do CMS, Luiz Carlos Medeiros de Paula.

O titular da Saúde esclareceu aos conselheiros e aos demais presentes que Indaiatuba está pré-aprovada, mas ainda precisa passar pela avaliação do MEC. “É um fato histórico, é uma determinação do prefeito Reinaldo Nogueira (PMDB) que também está trabalhando e articulando com municípios da região para a união de forças para criação da Faculdade de Medicina. Significa mais profissionais de Atenção Básica para Indaiatuba e também para a região. A porta de entrada do serviço de saúde deve ser pela clínica médica. O médico deve conhecer o seu paciente por inteiro e somente depois deste trabalho, ele poderá encaminhá-lo ao especialista”.

Durante a sua apresentação, José Roberto ressaltou que o Brasil está acostumado com o modelo americano de saúde que é baseado no interesse comercial: saúde particular e convênios. “Vem primeiro o interesse comercial e é um sistema caro. Estamos trabalhando para mudar este modelo. A cidade toda está trabalhando no planejamento de Atenção Básica. Também estamos articulando com outros municípios para nos prepararmos para atender todas as exigências técnicas. Já estamos com um médico residente em pediatria e outro que deverá chegar nos próximos dias. Tenho certeza que teremos um ganho de elevação do nível e também na quantidade de profissionais”,

FACULDADE DE MEDICINA

A seleção de municípios para a adoção de novos cursos de medicina faz parte do Programa Mais Médicos, iniciado em julho do ano passado, que tem objetivo levar mais profissionais de saúde às periferias das grandes cidades e ao interior do País. O governo federal prevê a criação de mais 11.447 vagas de graduação em medicina, além de 12 mil em residência médica.

A médica Maria Lúcia responsável pela apresentação explicou que Indaiatuba foi pre-selecionada em dezembro de 2013 pelo Ministério da Educação (MEC), juntamente com outras 48 cidades para receber cursos de medicina. “Indaiatuba tem requisitos de infraestrutura, como presença de hospital de ensino, número de leitos e programas de residência, equipamentos públicos e programas de saúde da cidade. Em outra etapa, o MEC analisou o plano de melhorias dos equipamentos públicos e programas de saúde da cidade”.

Maria Lúcia informou que a implantação do curso de Medicina começou em 2013 durante o encontro de Prefeitos em Brasília e todos pediram a ampliação de vagas nas Faculdades de Medicina e a facilidade para contratação de médicos formados no exterior. Destacou que o Brasil tem uma proporção média de 1,8 médico para cada mil habitantes.

A médica explicou toda a legislação federal que inclui Medida Provisória, Portaria Normativa, Decreto e Lei e destacou Indaiatuba deverá prover as residências médicas, ter 100 leitos de SUS e tem 117; convênios, criar as comissões de acompanhamento. “Temos que aguardar o MEC, esperar toda a tramitação e se o município for aprovado será redigido um documento de Termo de Cooperação com a Faculdade Max Planck e encaminhado para o Estado para a Comissão Intergestora Bipartite e demais instâncias para aprovação”.


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