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Vândalos atrapalham trabalho de combate a dengue

  • Publicação: 16/04/2014 15:08h
  • Redator(es): Deuzeni Ceppolini
  • Release N.º: 488

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Foto: Deuzeni Ceppolini - SCS/PMI

Mais uma vez os vândalos atrapalham o serviço da Equipe de Controle do Mosquito da Dengue. Dessa vez houve o furto de uma faixa educativa sobre Dengue afixada no alambrado do Centro Esportivo do Trabalhador (CET). O material havia sido colocado na semana passada. A falta da faixa de lona foi percebida pela equipe durante fiscalização na região. Este material faz parte de um total de 20 faixas espalhadas pelo município em pontos de grande movimento de carros e pessoas e com alerta sobre a doença.

No inicio do ano também foram registrados atos de vandalismo. Placas da campanha de combate ao mosquito da Dengue, que foram instaladas em pontos de ônibus, foram arrancadas ou parcialmente destruídas por vândalos. As placas de orientações estão inseridas no Projeto Cidade Limpa é Cidade Saudável são colocadas em pontos de ônibus e terrenos baldios alvos constantes de lixo e entulhos.

O coordenador do Programa de Controle do Mosquito da Dengue, Odenir Sanssão Pivetta explicou que as faixas custam cerca de R$ 200,00 e faz parte das diversas ações para lembrar a população que a Dengue é uma doença perigosa e pode levar ao óbito. “Nós fazemos a nossa parte e precisamos da colaboração de todos. A pessoa que avistar alguém vandalizando placas colocadas em pontos de ônibus, furtando as faixas pode chamar a Guarda Municipal pelo 153 fornecendo as características de quem praticou o ato ou denunciar na Prefeitura. Não é preciso ter medo, temos que ter atitude de cidadão consciente”.

Pivetta explicou que Indaiatuba está com poucas notificações de casos se comparado aos municípios da RMC. “Desde outubro de 2013, foram iniciadas atividades através das intensificações dos trabalhos existentes das atividades técnicas preconizadas no manual de controle do Aedes aegypti do Estado de São Paulo. Trabalhamos em áreas prioritárias nas atividades de eliminação dos criadouros e educação continuada através de divulgação, envolvimento da sociedade civil, desenvolvimento de projetos próprios, elaboração de materiais educativos diferenciados e abordagem da população nas áreas de maior movimento da cidade”.

Pivetta informou que é feito um trabalho de maneira continua com as Unidades de Saúde, Polos de Programa Saúde de Família e os Hospitais para intensificações das ações quanto a orientações e notificações de casos suspeitos, sinais e sintomas, coleta de sorologia a partir dos sexto dia dos sintomas, entre outros procedimentos técnicos para acompanhamento dos casos dengue.

DIFICULDADE

O coordenador destacou que um grande problema encontrado nas residências pelos agentes é a grande quantidade de pratos de vasos de plantas com larvas do Aedes aegypti. “Apesar de todo trabalho de conscientização, muitas pessoas ainda não realizam a sua parte. Esta semana choveu é importante que as pessoas fiquem atentas aos recipientes em seus quintais que acumulam água. Outro problema encontrado pelos agentes é larva do mosquito em bebedouro de animais domésticos”.

Outro trabalho da Equipe durante a busca ativa é o cadastro dos imóveis desocupados para venda e locação; e de terrenos com mato, que além da atrair insetos e roedores, também podem se tornar depósitos de lixo e criadouros do Aedes. Pivetta explicou, que no caso de terreno, a equipe coloca placas, mas é feito mediante autorização do proprietário do imóvel. Também é realizada a panfletagem nas imediações dos terrenos pedindo a colaboração dos moradores para que não joguem lixo e entulho. O proprietário do imóvel vago é notificado para fazer uma verificação se há criadouros com água. “Estamos tendo um retorno positivo deste segmento que faz a limpeza destas casas”.

Esta semana a equipe trabalha a busca ativa no Jardim Esplanada, Jardins do Sol, Marina e Flórida.

Indaiatuba registrou em 2014, 21 casos autóctones de dengue, 01 positivo em investigação e um caso importado não residente. Há 32 casos aguardando resultados.

Indaiatuba registrou um caso em janeiro, em fevereiro seis casos, e em março foram registrados 16 casos, deste total, um caso está em investigação.


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