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Saúde apresenta novas ações na rede em prol da gestante e bebê

  • Publicação: 12/11/2015 17:30h
  • Redator(es): Deuzeni Ceppolini
  • Release N.º: 1479

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Foto: Sirlene Virgílio - SCS/PMI

Na última reunião do Conselho de Saúde realizada em outubro na Câmara Municipal, a coordenadora do Núcleo à Assistência à Saúde da Secretaria de Saúde, a enfermeira Fátima Maia, e equipe apresentaram as novas ações para atender as gestantes, visando a saúde do bebê. As ações terão revisão dos protocolos de atendimentos, contratação de profissionais, treinamento e indicadores. Também a criação do “Grupo em Defesa pela Vida” formado pela Saúde, Hospital Augusto e CMS, que atuam em prol desta especialidade.

Fatima falou sobre a importância das ações em Defesa pela Vida, e que a portaria Nº 399/GM2006, que trata dos Pactos pela Saúde, dá as diretrizes de como organizar nas ações de Saúde em todas as esferas. “Os pactos servem para organizar toda a estrutura de saúde. A construção é um compromisso político assumido pelos gestores do SUS na tentativa de superar suas dificuldades. O Pacto pela Saúde é composto por três componentes: Pacto pela Vida, Pacto em Defesa do SUS e Pacto de Gestão do SUS. Os pactos reforçam alguns indicadores. Estamos olhando tudo que a gestão pública tem que fazer pela política pública de Saúde”.

O Grupo é formado por representantes da gestão Secretaria de Saúde: Graziela Bossolan Garcia, Fátima Maia, Thais Vilmer e Henrique Vergueiro. A parte que cuida da gestante de Alto Risco tem representantes do Ambulatório de Alto Risco, CAPSi (Infantil), CAPS AD (Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas, Nasf (Núcleo da Assistência à Saúde da Família), Ambulatório de MI, Atenção Básica, Programa Viver, CREAS (Centro de Referência Especializado em Assistência Social), CRAS (Centro de Referência em Assistência Social) e HAOC. O grupo do Baixo Risco é formado por representantes do Ambulatório de Alto Risco, NASF, Ambulatório de Moléstia Infectocontagiosa, Atenção Básica e Planejamento.

Fátima Maia destacou que Indaiatuba é uma cidade privilegiada, pois há todo engajamento da sociedade civil, conselho de saúde, gestão pública que trabalham em prol da saúde da população. “Coloco esta questão para que as pessoas possam entender a dimensão e a complexidade que é o SUS. Tem que olhar no atendimento na Unidade de Saúde, o exame de laboratório, a prótese, a assistência farmacêutica, a questão da gestão do trabalho, a educação permanente. Depende de uma ação tripartite, depende do município, do Estado e do Governo Federal”.

Thais ressaltou que as equipes das UBSs e PSFs já foram treinadas para receberem a mulher que chega ao local e diz que está com suspeita de gravidez. “Esta mulher é acolhida pela equipe, que realiza um teste de gravidez com resultado imediato, se der positivo, são feitos os exames de HIV e Sífilis no mesmo dia. Já são pedidos os exames de laboratório e marcada a primeira consulta com o médico. São marcadas as consultas com o dentista e o acompanhamento com a enfermeira. Seguimos todos protocolos estabelecidos pelo SUS, relacionado às gestantes e ao pré-natal. O aleitamento exclusivo, a gestante tem que voltar para a consulta do puérperio”, completa.

NASCER BEM

O Programa Nascer Bem agregou mais profissionais, sendo que duas enfermeiras trabalham no Haoc de segunda a sábado e realizam a classificação de risco do bebê ainda na maternidade. Aquele bebê que nasce com baixo peso e precisa de uma atenção especializada é acompanhado pela equipe o tempo que for necessário. As orientações sobre cuidados, incentivo ao aleitamento começam ainda na maternidade.

Outra novidade do atendimento à gestante na rede, são os encontros por trimestre das mulheres grávidas nas Unidades de Saúde. “Nestas reuniões, são abordados os assuntos relacionados ao período gestacional. No último trimestre, abordamos quais são os sinais de parto, quais são os alertas, qual o serviço procurar”.

A enfermeira coordenadora do Nascer Bem, Ana Paula Bolzan Sombini, explicou que o Nascer Bem surgiu em maio de 1998, com uma estratégia de política para reduzir o índice de mortalidade infantil. Também há o incentivo ao aleitamento materno; acompanhamento dos recém nascidos e criação de um banco de dados. Atualmente a equipe conta com 14 profissionais, sendo uma coordenadora administrativa, três enfermeiras, sete técnicas de enfermagem, uma pediatra, assistente administrativo, uma assistente social e as ações são o atendimento hospitalar, visita domiciliar e sala de amamentação. “Temos duas enfermeiras no Haoc e no Samaritano”. No atendimento hospitalar, as enfermeiras realizam a classificação de risco dos bebês.

O programa de atendimento às gestantes usuárias de álcool e outras drogas do município tem como objetivo a detecção e assistência integrada com uso abusivo ou dependência de drogas, licitas ou ilícitas, residentes no município, por meios de procedimentos organizados e dinâmicos.

Em 2014, foram identificadas 38 mulheres maiores de 18 anos e usuárias de álcool e outras drogas, inclusive moradoras de rua com 30 nascimentos. Em 2015, até 23 de outubro, foram registradas 42 mulheres e com 28 nascimentos.

Na última reunião do CMS, presidida por Luiz Medeiros também foram apresentadas as ações do Departamento de Odontologia pelo diretor do departamento de Odontologia, Custódio Tavares Dias Neto e aprovação da prorrogação do mandato da atual gestão do Conselho de Saúde para mais um ano. Considerando que o mandato do colegiado, foi iniciado em 2013, o término seria em junho de 2016 e foi prorrogado por mais um ano, e será encerrado em junho de 2017, continuará a mesma estrutura do CMS composição.


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