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SELEÇÃO PARALÍMPICA DE CICLISMO COMEÇA A TREINAR NO VELÓDROMO MUNICIPAL

  • Publicação: 18/08/2016 16:50h
  • Redator(es): Adriana Panzini
  • Release N.º: 956

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Foto: Adriana Panzini - SCS/PMI

O Velódromo Municipal Joaraci Mariano de Barros, em Indaiatuba, recebeu nesta quinta, dia 18, as primeiras atletas integrantes da seleção paralímpica brasileira de ciclismo de pista para as atividades de aclimatação e preparação para os Jogos Paralímpicos Rio 2016, que acontecem de 7 a 18 de setembro no Rio de Janeiro. A ciclista Márcia Ribeiro Gonçalves Fanhani e sua pilota Mariane Ferreira, ambas da classe Tandem, já iniciaram os treinos preparatórios e aprovaram as condições do equipamento no município, cedido à delegação a pedido do Ministério do Esporte por atender a todos os requisitos de acesso, infraestrutura e segurança exigidos pelo órgão. “Para nós é fundamental poder contar com a disponibilidade do Velódromo Municipal nesta reta final de preparação, um local que segue todos os padrões oficiais e que é muito semelhante ao que vamos encontrar no Rio, considerando que é a primeira vez que o Brasil consegue se classificar na categoria Tandem para as Paralímpíadas”, diz Mariane. “Sem dúvida que este período de aperfeiçoamento no Velódromo nos trará maior vantagem competitiva e contar com isso em um momento em que estaremos em casa disputando com os melhores do mundo por uma medalha que, seja qual for, será uma conquista incrível, é perfeito”, completa Márcia. “É uma grande satisfação podermos apoiar a seleção paralímpica nesta fase crucial de preparação”, ressalta o secretário municipal de Esportes Humberto Panzetti. “Cidade com grande tradição no ciclismo, Indaiatuba possui hoje seguramente o melhor equipamento do gênero no país, fruto do investimento de recursos federais e municipais, e que não só atende às nossas demandas na modalidade mas que também está apto a sediar provas e treinamentos dentro de parâmetros estabelecidos pelas principais entidades internacionais e nacionais”, finaliza o secretário. Os treinos seguem no período de 29 de agosto a 5 de setembro e são abertos ao público, com entrada franca, das 9h às 17h. Informações (19) 3834-7472.

Com sete e cinco anos de carreira no ciclismo respectivamente, Mariane e Márcia competem juntas há dois anos, participando de provas como a Copa do Mundo, o Campeonato Mundial e os Jogos Parapanamericanos de Toronto, com resultados que possibilitaram à dupla concorrer e garantir a vaga na delegação paralímpica de ciclismo de pista. Em 2015, as atletas sagraram-se campeãs brasileiras na classe Tandem e atualmente estão liderando o ranking nacional da categoria. Integram ainda a seleção brasileira paralímpica de ciclismo de pista os atletas Lauro Chaman, Jady Malavazzi e Soelito Gohr, todos sob a coordenação do técnico Rômulo Lazaretti. Nesta edição dos Jogos Paralímpicos o Brasil contará com a maior delegação da história no conjunto de modalidades, com 279 atletas (181 homens e 98 mulheres), 23 acompanhantes (atletas-guia, calheiros e goleiros), e 195 profissionais técnicos, administrativos e de saúde.

Sobre o ciclismo paralímpico

Praticado desde a década de 1980, o ciclismo paraolímpico era destinado apenas aos deficientes visuais. Nas Paraolimpíadas de Nova Iorque-1984, foi estendido aos paralisados cerebrais e aos amputados, e nas de Seul-1988, passou a contar com a prova de estrada no programa oficial. Mas foi apenas na edição de Atlanta-1996 que as deficiências passaram a ser setorizadas em categorias. O velódromo entrou para a programação naquele ano e, em Sydney-2000, foi exibido pela primeira vez o handcycling. A estréia brasileira na modalidade ocorreu em Barcelona-1992, com a participação de Rivaldo Gonçalves Martins. O atleta foi também o primeiro do país a ser campeão mundial, em 1994, na Bélgica. Apesar disso, o Brasil ainda não conquistou medalhas no ciclismo em Jogos Paraolímpicos. Seguindo as regras da União Internacional de Ciclismo (UCI), a modalidade adaptada tem apenas algumas diferenças para adequar-se ao programa paraolímpico. Entre os paralisados cerebrais, por exemplo, as bicicletas podem ser convencionais ou triciclos, de acordo com o grau de lesão do atleta. Já os cegos pedalam em uma bicicleta dupla (tandem), sendo guiados por outra pessoa, que fica no banco da frente. Enquanto isso, o handcycling é movido pelas mãos e destinado aos cadeirantes. As classificações se dividem em LC – Locomotor Cycling (atletas com dificuldades de locomoção), LC1: Atletas com pequeno prejuízo, geralmente nos membros superiores, LC2: Atletas com prejuízo físico em uma das pernas, sendo permitido o uso de prótese, LC3: Atletas que pedalam com apenas uma perna e não usam próteses, LC4: Atletas com maior grau de deficiência, geralmente com amputação em um membro, Tandem: ciclistas com deficiência visual e Handbike: atletas paraplégicos. Fonte: Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).


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