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Indaiatuba luta contra o câncer de mama em parceira com o projeto ‘Contador Solidário’

  • Publicação: 01/07/2019 15:14h
  • Redator(es): Laís Fernandes
  • Release N.º: 457

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Foto: Laís Fernandes RIC/PMI

A Prefeitura de Indaiatuba luta contra o câncer de mama de forma inovadora. Para viabilizar o tratamento cirúrgico para as pacientes de Indaiatuba diagnosticadas, o poder público se uniu com a Associação das Empresas de Serviços Contábeis de Indaiatuba (Aesci), a SHDias Consultoria e Assessoria e o Instituto de Gestão de Cidades (Igecs) e criou o projeto ‘Contador Solidário’. Com essa ação o município conseguiu realizar 32 cirurgias de mastectomia e até 31 de julho há mais sete cirurgias agendadas, somando 39 pacientes em tratamento.

A parceria zerou a fila de espera e atualmente as mulheres moradoras de Indaiatuba que chegam com a biópsia positiva são direcionadas para o tratamento com o médico mastologista, Dr. André Desuó, que conta com o apoio da enfermeira, Renata Ivaskevicius. As consultas são realizadas no Hospital Dia e as cirurgias são feitas no Haoc (Hospital Augusto de Oliveira Camargo), até o momento o aproveitamento cirúrgico é de 100%.

Para comemorar o sucesso do projeto o Hospital Dia promoveu em maio junto com a Volacc (Voluntárias de Apoio no Combate ao Câncer) um encontro para homenagear as mulheres operadas, na ocasião o vice-prefeito, Dr. Túlio Couto, explicou como era o processo antes do projeto Contador Solidário. “Há três anos atrás vimos a necessidade de ter um mastologista em nossa cidade porque a paciente com nódulo suspeito muitas vezes tinha que fazer uma biópsia na Unicamp, aguardar o resultado e se o resultado fosse positivo ia par fila de espera para a cirurgia na Unicamp que dura em torno de oito meses a um ano. Foi então que trouxemos o Dr André e com os diagnósticos feitos aqui na cidade, enviávamos para Unicamp já com o diagnóstico e conseguíamos adiantar uma parte do tratamento. Porém com essa parceria conseguimos fazer o tratamento completo em nossa cidade e o tempo de cirurgia aqui é de no máximo três meses. Uma evolução enorme no tratamento do câncer e mama o que pode fazer a diferença para salvar uma vida”, contou Dr. Túlio.

A secretária de Saúde, Graziela Garcia, falou sobre o início da parceria com os contadores. “Esse projeto foi uma conjunção de coisas boas para que tudo acontecesse. Em uma reunião com o Sérgio da Aesci recebi uma ligação da Renata do Hospital Dia, que estava preocupada com a quantidade de mulheres diagnosticadas com câncer de mama que estavam aguardando pela cirurgia na Unicamp. Na mesma época recebemos o médico mastologista Dr. André que poderia fazer as cirurgias aqui em Indaiatuba, mas precisávamos do recurso financeiro, foi nesse momento que a parceria surgiu e a Aesci, a SHDias e a Igecs viabilizaram essa ação. Hoje vemos o impacto dessa junção na vida de tantas mulheres que estão batalhando e vencendo a luta contra o câncer. Tenho muito orgulho de fazer parte desse momento e poder contribuir com um futuro melhor para nossas pacientes”, descreve Graziela.

Câncer de Mama

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que para cada ano do biênio 2018/2019, sejam diagnosticados 59.700 novos casos de câncer de mama no Brasil, com um risco estimado de 56,33 casos a cada 100 mil mulheres.

O câncer de mama é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres em todo o mundo, tanto em países em desenvolvimento quanto em países desenvolvidos. O câncer de mama é a maior causa de morte por câncer nas mulheres em todo o mundo e a segunda causa de morte por câncer nos países desenvolvidos, atrás somente do câncer de pulmão, e a maior causa de morte por câncer nos países em desenvolvimento.

Apesar de ser considerado um câncer de relativamente bom prognóstico, se diagnosticado e tratado oportunamente, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas no Brasil, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estágios avançados.


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