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Projeto de prevenção ao câncer de colo de útero de Indaiatuba é apresentado na Colômbia

  • Publicação: 19/09/2019 16:13h
  • Redator(es): Laís Fernandes
  • Release N.º: 657

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Foto: Divulgação

O Programa Indaiatubano de Rastreamento do Câncer de Colo de Útero com teste de HPV está prestes a completar dois anos e os resultados parciais foram apresentados em Bogotá na Colômbia no evento ISPOR América Latina 2019 de 12 a 14 de setembro. Representando o município o médico ginecologista, Dr. José Pedroso Neto explanou sobre os resultados e a eficácia do projeto que é realizado junto com a Unicamp e Roche. O evento reuniu mais de mil membros da comunidade regional global de saúde para explorar as principais questões que a comunidade de saúde enfrenta na América Latina em torno do tema “Dados e valor em saúde: 2020 adiante”.

De acordo com o médico Dr. Pedroso, quando detectado o vírus do HPV antes mesmo dele causar lesões no órgão, há uma importante redução nos casos de câncer de colo de útero. “Com essa ação Indaiatuba se tornará uma referência para todo o Brasil, inclusive para o Ministério da Saúde, que futuramente pode adotar o procedimento na rede de atenção à Saúde da Mulher em todo o país”, explica.

O estudo do HPV em Indaiatuba é coordenado pelos médicos ginecologistas e pesquisadores da Unicamp, Dr. Luiz Carlos Zeferino e Dr. Júlio César Teixeira. Eles elaboraram o projeto há alguns anos e encontraram na Roche Diagnóstica um apoiador que permitiu a implantação da ação. A empresa disponibiliza equipamentos automatizados, insumos e recursos para aprimorar o sistema de rastreamento e possibilitar a avaliação da viabilidade econômica da implementação deste tipo de rastreio no Sistema Único de Saúde.

A idade indicada para o procedimento é entre 25 e 64 anos, e a população alvo do rastreio de Indaiatuba é de 55.843 mulheres. Até março de 2019 foram feitos mais de 10 mil exames, sendo que a meta foi estabelecida em 5 mil.

O câncer do colo de útero é 100% tratável se identificado em fase inicial, no entanto a mortalidade por esse tipo de câncer ainda é alta. No Brasil há uma morte a cada 90 minutos em mulheres na faixa dos 45 anos (6.500 mortes em 2018). “No SUS há diretrizes atualizadas com citologias anuais pagas que cobrem 80% da demanda, no entanto, a real cobertura de exames de Papanicolau cobre 30% das mulheres com indicação para o exame. É evidente que precisa de uma mudança para diminuir a mortalidade”, explica e continua. “Dessa forma elencamos os pré-requisitos para mudar esse cenário, que são: organizar o rastreio; registro populacional; evitar os excessos de testes; mudança de comportamento e atingir a cobertura real de mais de 80%. Dentro disso, era preciso encontrar uma cidade com maior registro de cartão SUS; melhor desenvolvimento da rede básica; sistema de informação implantado e registro da população e, assim, que encontramos Indaiatuba”, conta Dr. Teixeira.


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