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Atletas da Natação PCD retornam para Brasil após quarentena na capital do Equador

  • Publicação: 02/04/2020 16:02h
  • Redator(es): Fábio Alexandre
  • Release N.º: 269

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Foto: Divulgação

O grupo de nove atletas e um técnico da Natação PCD da Secretaria Municipal de Esportes/ADI voltou do Equador na madrugada da última terça-feira (31), após dez dias de espera. A viagem foi realizada para que os nadadores se preparassem para as classificatórias dos Jogos Paralímpicos, aproveitando a altitude de 2.550 metros da cidade de Cuenca. Agora, todos aguardam em quarentena por novas datas para as seletivas, que serão divulgadas pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). A Prefeitura de Indaiatuba acompanhou diariamente a situação dos atletas, auxiliando com a antecipação da ajuda de custo e pedidos junto ao Ministério da Defesa e das Relações Exteriores.

“Ficamos felizes pelo retorno dos atletas, que estão de volta à segurança de seus lares. Todos estão bem de saúde e agora serão acompanhados por seus familiares”, destaca o secretário municipal de Esportes, Marcos Antônio de Moraes, o Marquinhos. “A Prefeitura deu toda assistência, enquanto os trâmites diplomáticos e burocráticos eram resolvidos pelo CPB e órgãos federais”.

O treinamento da equipe foi planejado entre os dias 3 a 21 de março, em Cuenca. Em seguida, os atletas buscariam seus índices no Open de Natação Paralímpica, que aconteceria entre os dias 26 a 28, em São Paulo, competição que foi cancelada no dia 13 pelo CPB. No dia 15, o Aeroporto de Cuenca fechou e o técnico Antonio Luiz Duarte Candido, o Maceió, entrou em contato com o Consulado. A equipe então foi transferida para Quito, onde ficou em um hotel fechado para hóspedes, com estadia paga pelo Comitê. O embarque aconteceu no Aeroporto Internacional de Sucre, na noite do último dia 30, em avião fretado pela Embaixada Brasileira.

Maceió comenta os mais difíceis da quarentena no Equador. “A incerteza da volta, pois não tínhamos uma data. Isso dificultava muito”, destaca. “Não conseguia descansar, pela preocupação e também pelo barulho de sirenes, alarmes e polícia. As noites eram bem agitadas”. Para ajudar os atletas, o técnico recomendou a todos diversas atividades. “Era para que eles não ficassem dentro do quarto apenas, para que pudéssemos ter um momento mais tranquilo e de higiene mental”.

As atividades eram diversas. “Cozinhar, fazer yoga e circuito eram algumas das atividades que fazíamos. Dependia do dia e da condição mental do grupo”, conta Maceió. “Na cozinha, todos ajudavam. Na yoga, quem puxava a fila era a Cecília (Kethlen Jeronimo de Araújo, atleta do grupo)”.

Confirmação

Segundo Maceió, a notícia do retorno demorou para ser assimilada. “A ficha caiu mesmo quando estávamos no avião. A primeira confirmação foi para quarta (dia 1º), depois anteciparam para terça (31) e acabamos saindo do Equador na segunda (30)”, lembra o treinador, que classifica a experiência junto a sua equipe. “Já passei por alguns desafios na carreira e este foi mais um para me fortalecer e preparar psicologicamente para a vida. A união que presenciamos no Equador vai além do lado esportivo”.

Sobre o adiamento dos Jogos Paralímpicos para 2021, o técnico foi categórico. “Decisão acertada. Teremos tempo para nos planejar e preparar”, afirma. “Agora, precisamos esperar para restabelecer nossa rotina de preparação. Depois, sabendo as datas para obtenção das marcas, é treinar para brigar por uma vaga em Tóquio”. Além de Maceió e Cecília, integravam a equipe os atletas André Luiz Bento da Silva Filho, Alan Augusto da Silva Santos, Andrey Ribeiro Woycza Madeira, Felipe Caltran Vila Real, Lucilene da Silva Souza, Raquel Viel, Taís Bobato de Souza e Victor Manoel Pinto Viana dos Santos.


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