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Caminho das Rosas faz quatro anos e inova para seguir na prevenção da violência contra a mulher

Programa busca conscientizar e informar a população para identificar e denunciar possíveis casos
19/08/2022 12:43h


Foto: Eliandro Figueira RIC/PMI
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O prefeito Nilson Gaspar com equipe da Guarda Civil no evento realizado no Indaiatuba Clube

Em quatro anos de atuação, o Programa de Prevenção à Violência contra a Mulher – Caminho das Rosas promoveu diversos projetos não apenas para diminuir o número de casos registrados, mas também para conscientizar e informar a população, nas mais diversas faixas etárias, no intuito de auxiliar na identificação e denúncia de possíveis casos. Desta maneira, com a ajuda da população, o número de atendimentos tem aumentado nestes quatro anos de Caminho das Rosas.

Os dados foram apresentados na última quarta-feira, 17 de agosto, durante mais uma edição do Ação Mulher, realizado no Salão Social do Indaiatuba Clube, com a presença de autoridades e do titular da Delegacia de Defesa da Mulher, Dr. Adriano Carpino Prado.

“O Caminho das Rosas é um programa de prevenção à violência contra a mulher que vem crescendo nestes últimos quatro anos, com um aumento significativo no número de atendimentos e flagrantes”, analisa a secretária municipal de Cultura, Tânia Castanho, idealizadora do programa, criado em parceria com as secretarias municipais de Assistência Social, Esportes, Saúde e Segurança Pública, por meio da Prefeitura de Indaiatuba.

“Este crescimento só é possível por dois motivos. Em primeiro lugar, porque a população tomou conhecimento do programa e do trabalho executado em conjunto pela Prefeitura de Indaiatuba e secretarias”, aponta. “Depois, mais do que conhecer, a população confia no trabalho executado pelo programa. E isso é muito importante para que ele cresça e intimide o agressor, que vem das mais diversas faixas etárias e está em todas as classes sociais, sem exceção”.


Tânia Castanho, idealizadora do programa, fala sobre projetos desenvolvidos em parceria com secretarias municipais

O secretário municipal de Segurança Pública, Sandro Bezerra Lima, ressalta a importância do trabalho realizado pelo Caminho das Rosas e como a Guarda Civil vem se aprimorando na atuação contra a violência e no apoio a essas mulheres. “Tudo começou em 2018, quando 16 Guardas Civis de Indaiatuba concluíram o treinamento da Patrulha Maria da Penha, realizado pela Guarda Civil Metropolitana de São Paulo, e se tornaram multiplicadores, habilitando toda a corporação”, recorda.

“Desde então, temos aprimorado as ferramentas de prevenção, com a criação do aplicativo SOS Caminho das Rosas, para mulheres com medida protetiva, por exemplo”, destaca Lima. “Também ampliamos as rondas em locais específicos e treinamos nossa equipe para acolhimento das vítimas, em parceria com a Secretaria de Saúde e Assistência Social”.

Reforço

Nestes quatro anos de atuação, o Caminho das Rosas tem registrado aumento no número de atendimentos gerais e flagrantes. Em 2019, foram 240 atendimentos e 71 flagrantes. Em 2020, 308 atendimentos e 63 flagrantes. No ano passado, foram registrados 341 atendimentos e 72 flagrantes. Em 2022, até o último dia 16 de agosto, foram 257 atendimentos e 32 flagrantes.

Atualmente, 542 mulheres possuem medidas protetivas cadastradas e 218 aplicativos SOS Caminho das Rosas estão ativos, sendo que o alerta via app foi acionado 63 vezes. No total, até o dia 16 de agosto, 756 rodas preventivas foram realizadas pela Guarda Civil. 

“O aumento no número de atendimentos e flagrantes revela que as pessoas conhecem e confiam no Caminho das Rosas. Antes, esses casos eram subnotificados e as vítimas sofriam caladas”, destaca Lima. “Agora, as vítimas, seus familiares e até mesmo os vizinhos sabem que existe um programa específico e que a prevenção à violência contra a mulher é o melhor caminho”.

Para o segundo semestre, a Guarda Civil de Indaiatuba contará com o reforço de mais uma patrulha do Caminho das Rosas e a criação de um novo projeto: as visitas planejadas. Devidamente autorizados, agentes de segurança farão visitas para saber as condições físicas e psicológicas da vítima de violência e sua família.