Serão instaladas mais de 200 Ovitrampas em todas regiões da cidade
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#PraTodosVerem: A imagem mostra a armadilha ovitrampa, que é um balde preto com água dentro e uma placa com identificação, localizado em um ambiente externo com plantas em volta
A Prefeitura de Indaiatuba, por meio do Programa Municipal de
Controle da Dengue, iniciou na terça-feira (12) a colocação de mais 200
armadilhas chamadas Ovitrampas, que capturará ovos de mosquitos em todas
regiões da cidade. O objetivo é fazer o monitoramento para saber o nível de
infestação Aedes aegypti, inseto transmissor de arboviroses, como
dengue, Chikungunya e Zika em todo o município.
Essa ação, que é realizada desde 1998 com 86
armadilhas, vai ajudar a entender melhor como está a infestação do mosquito
Aedes aegypti no município. Serão analisados dados como a quantidade de ovos
encontrados, a presença de mosquitos nas armadilhas, quais espécies estão mais
presentes e até exames de laboratório para verificar se os mosquitos já estão
nascendo infectados com vírus, o que chamamos de transmissão vertical. Também
será avaliada se as estratégias usadas no combate ao mosquito, como as Estações
Disseminadoras de Larvicidas (EDL), estão realmente funcionando.
As ovitrampas usam água
parada e atrativos naturais que simulam criadouros do mosquito Aedes aegypti.
Elas servem para atrair fêmeas do mosquito, que depositam ovos ali. Um
larvicida é usado para garantir que os ovos não se desenvolvam. As armadilhas
são instaladas a cada 200 metros e monitoradas por técnicos, que coletam os
ovos semanalmente ou a cada 15 dias, e os enviam para análise em laboratório.
Esses dados ajudam a identificar as áreas com
mais mosquitos, por meio de mapas e relatórios, e permitem direcionar melhor as
ações de combate, como mutirões. Desde 2018, já foram retirados mais de 418 mil
ovos dessas armadilhas. “Desta
forma, teremos condições de direcionar os trabalhos para estes locais
específicos, deslocando as equipes para a realização de mutirões e outras
ações, atuando de forma sistemática nos pontos onde mais necessitam de
intensificações”, informou coordenador do Programa Municipal de Controle da Dengue, Ulisses
Bernardinetti.
É importante destacar que as
armadilhas não possuem substâncias tóxicas, não atrairão mais mosquitos para o
imóvel e nem vão interferir na rotina do local de instalação. Mesmo com o clima mais frio, ainda estão sendo
encontrados mosquitos e larvas, o que mostra que o Aedes aegypti está se
adaptando. “Por isso, é essencial que cada morador verifique seu quintal uma
vez por semana. Apenas 10 minutos por semana ajudam a evitar a proliferação e o
risco de doenças como dengue, Zika e Chikungunya, salientou a secretária da
Saúde, Drª Heloísa Salatino.
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